sábado, 25 de janeiro de 2014

Paz para a Paz


traduzindo o texto do cineasta Joe Martino sobre o filme que ele está lançando:

"Isto ilustra a mensagem central de nossos tempos atuais, que eu acredito que muitas vezes pode ser mal compreendido ou clichê .

Quando percebemos algo que não gostamos sobre nossas vidas ou o mundo e isso nos incomoda , nós reagimos . Seja algo muito pequeno, como uma discussão, ou grande como a guerra, a reação pode provocar uma série de emoções e ações que tomamos , como resultado dessas emoções .
Na nossa situação atual, parece que a idéia de lutar contra algo é o método preferido e assume-se que o oposto significaria sentar , deixar acontecer e ficar quieto. Mas eu não sinto que isso seja verdade. Quando olhamos para o que significa estar em paz e criar a mudança e paz a partir da paz , começamos a ver uma forma mais leve, mais eficaz de conseguir ver a mudança que queremos acontecer.

Imagine duas possibilidades:
1 . Nós não gostamos de como o nosso governo está fazendo algo e assim, ficamos com raiva , olhamos para eles como um inimigo, e depois lutamos contra eles para fazer algo. Isso cria a violência, o que pode ser percebido como a energia negativa , destruição e separação entre as duas entidades.
2 . Por outro lado , podemos ver o que nós não gostamos, nos reunir com outros e começar a pensar em maneiras de optar por sair ou mudar o sistema. Vá para fora dos limites do que estamos fazendo atualmente e convide a atual estrutura de poder para mudar junto. Se eles optarem por não participar, isso é OK porque nós somos muito mais, numericamente, com uma vantagem enorme. Por não se envolver com eles por meio da luta, estamos simplesmente deixando-os fora da equação, eles não têm escolha . (Exemplos de sucesso: vendo o flúor ser removido da água em vários países devido a consciência ou ver os trangênicos banidos devido a marchas pacíficas e consciência)

O que isto significa é que nós precisamos nos unir . Precisamos de ação. Não ação de raiva ou julgamento, mas a ação de paz. Não, eu não acredito que devemos sentar e esperar, mas começa com você. Comece dentro de si mesmo. Alterar o modo como você vê o mundo , como você reage, controlar suas respostas emocionais e o que as desencadeia. Isso é chamado de tirar o poder do sistema, removendo a forma como o sistema tem programado para que as coisas sejam. E você faz tudo isso com a paz. Quando nos envolvemos com a raiva, estamos nos engajando de dentro do próprio sistema. Então, muitas vezes eu vejo pessoas com objetivos comuns de luta brigando entre si, porque eles vêem pequenas diferenças em seus pontos de vista. Esta é novamente uma ação incutida pelo próprio sistema . Ele é baseado em ego, orgulho , mente e julgamento. E não na paz.

Então vamos praticar tanto mudança interior quanto ação externa, fazendo isto num estado de paz . Eu acredito que esta é a forma mais poderosa que podemos ter para mudar as coisas e, finalmente, podemos usar um número enorme de pessoas para fazê-lo .
Esta é uma das mensagens centrais do próximo filme que acabei de concluir. Confira o trailer.

Paz" ~ Joe Martino

http://www.youtube.com/watch?v=kfq8uIZZ3Xs

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

A Infância Eterna | Destruidor de Dogmas

A Infância Eterna | Destruidor de Dogmas:

Neste mês de outubro, o conceito do potencial e da proteção dos seres que são de fato crianças, seres muito jovens; que representam toda a possibilidade do futuro e estão cheios da inocência própria da idade está bastante presente; temos muitos lembretes desse aspecto sendo feitos por muitos... 

'via Blog this'

sábado, 7 de setembro de 2013

Não é fácil



Por Paulo Ferreira

Em diversos comentários e debates sobre consciência, despertar interior e autoconhecimento (esse é o assunto que domina a maior parte do meu tempo, tanto ao servir o Propósito quanto na dia a dia como escritor, coach ou consultor) ouço ou leio a recorrente expressão "é... mas não é fácil" ou "mas é muito difícil". Essas duas expressões são algo extremamente perigoso, e vou explicar por que: normalmente elas são usadas como um "fecho", uma frase que é dita no final de uma conversa, e colocada ali, sinaliza uma reação interna da pessoa que é muito complicada: sinaliza que ela está "construindo a zona de conforto ou a ponte da fuga".

Muitas vezes, quando falamos de autoconhecimento e desenvolvimento, tocamos em pontos delicados, em autocrítica, em rever atitudes, olhar para dentro. Esse é o desafio de fato, porque olhar pra fora e apontar responsabilidades externas é sempre fácil: o erro do outro é sempre evidente. Apenas os nossos próprios é que se escondem de nós mesmos. Uma das reações mais comuns e primárias é a negação: e sabemos que enquanto a pessoa nega o seu comportamento, naturalmente não pode modificá-lo. Entretanto, a negação é uma atitude clara. Já a atitude do "é difícil" é bastante mais sutil e por isso retém mais gente no caminho: muitas vezes a pessoa tem a SENSAÇÃO que de o RECONHECIMENTO inicia AUTOMATICAMENTE a mudança. Não é assim. O reconhecimento é importante, mas em si, sozinho, ainda não é SOLUÇÃO. É apenas um passo adiante em relação à negação... mas é AINDA, um passo ANTES da mudança. O "é difícil" sinaliza que a pessoa, enfim, tomou conhecimento; reconheceu algo em si mesmo que precisa mudar. E uma vez reconhecido, PODE iniciar uma mudança.

MAS RECONHECER não é MUDAR. AGIR DIFERENTE É MUDAR.

É nesse ponto que surge a tentação de criar a zona de conforto da "dificuldade"; escorar-se nela para a fuga ou o adiamento. E com isso, inicia-se um ritual de repetição interminável da mesma atitude, com o comentário sobre o quanto é "difícil mudar" sendo usado como desculpa, justificativa, ou ambas as coisas. E enquanto esse "ritual da  valorização da dificuldade" persiste, nada está sendo feito de fato. É apenas auto-engano.

O comportamento recorrente de afirmar o óbvio, vezes e vezes sem conta; falar e insistir na "extrema dificuldade" que existe em iniciar a mudança, em primeiro lugar, é uma completa obviedade: é claro que não é simples para a pessoa em questão. E ela, mais que qualquer outra, SABE disso. Então, porque ela insiste tanto em repetir o óbvio? Porque é assim que se constrói uma "zona de conforto de imobilidade", ou uma "ponte de fuga".

Enquanto ela destaca aos quatro ventos o tamanho da "imensa" dificuldade que tem à sua frente... ela está, na verdade, JUSTIFICANDO para si mesma a permanência na atitude. Aumentando o "tamanho simbólico" da dificuldade; nutrindo a dificuldade, ela está justificando, para os outros – mas principalmente para SI MESMA – que permanecer naquela atitude é "aceitável"... dado que seja "tão difícil" mudar.

Isso não é nada alem de uma MULETA.

O ser humano empreende em sua vida uma série de atividades que não são simples, nem fáceis, nem confortáveis. Pense por um instante no momento em que uma pessoa decide ser médico, por exemplo. Bem rapidamente, recapitulemos: quando decide fazer isso, a pessoa em questão SABE que terá de estudar anos a fio; dedicar-se por oito anos; fazer residência, deixar de lado uma série de hábitos confortáveis. E o mesmo é verdade para qualquer outra formação, em algum grau. E, entretanto, as pessoas tomam essas decisões e FAZEM isso TODOS OS DIAS. Elas SABEM que não será fácil. Mas entendem que AQUILO QUE QUEREM TORNAR-SE é importante para elas. E por isso, EMPREENDEM o esforço necessário. Não ficam falando o tempo inteiro sobre a dificuldade envolvida em tornarem-se médicos, ou advogados, ou seja lá o que for.

A pergunta, então, é muito clara: VOCÊ QUER TORNAR-SE uma pessoa melhor, aprimorar-se, ganhar autoconhecimento, atitude? TORNAR-SE alguém melhor é IMPORTANTE o suficiente?

Se é, MOVA-SE. FAÇA. ABRACE com toda atitude e disposição TODOS os momentos e desafios necessários para TORNAR-SE TUDO o que você PODE ser. Não permita que a "falação" interna do ego repita o tempo todo uma conversa inútil sobre "dificuldades". 

Fácil é não fazer nada. E não fazer nada... leva a lugar nenhum.


Gratidão. AUM.